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Fevereiro 20, 2021
Tinha das Unhas

A tinha das unhas é uma infeção da lâmina ungueal (onicomicose) provocada por dermatófitos, ou seja, é uma dermatofitose. Caracteriza-se pelo espessamento e descoloração da unha. Além disso, com o passar do tempo, a unha ganha um aspeto irregular e fica quebradiça.

Sem dúvida que é uma infeção muito comum nos pés e a sua prevalência tende a aumentar com a idade visto que há uma redução do fluxo sanguíneo.

 

Fatores que contribuem para o desenvolvimento da tinha da unha

Inegavelmente, a utilização de ginásios, piscinas e outros desportos aquáticos são fatores que contribuem para o desenvolvimento da tinha da unha.

Outro fatores são a existência de pé de atleta, sistema imunitário debilitado, diabéticos com doença vascular periférica e, como já referido anteriormente, idade superior a 50 anos.

 

Sinais

As onicomicoses apresentam-se pelo aparecimento de manchas ou estrias ameraladas, hiperqueratose e espessamento da lâmina ungueal. Ora, este espessamento faz com que haja uma separação da unha do leito ungueal o que leva ao agravamento do espessamento e desenvolvimento de coloração negra.

Na fase inicial a tinha das unhas é tratável com terapêutica tópica. No entanto, com o evoluir da doença, o tratamento sistémico pode vir a ser necessário. Se assim for, o utente deve ser encaminhado para o médico.

 

Cuidados a ter
  • Usar meias de algodão;
  • Usar calçado que não seja apertado;
  • Não usar o mesmo calçado em dias consecutivos e deixa-los a arejar de um dia para o outro;
  • Utilizar chinelos em balneários;
  • Lavar bem os pés e entre os dedos, sem esquecer de os secar bem;
  • Manter as unhas curtas.

 

Terapêutica em indicação farmacêutica

Em primeiro lugar, a adesão ao tratamento é fundamental para garantir o seu sucesso e minimizar as recidivas. Em segundo lugar, o terapêutica deve ser iniciada o mais rápido possível com a consciência de que se trata de um tratamento prolongado.

A unha deve ser limada uma vez por semana, com o cuidado de nunca usar a mesma lima numa unha infetada e não infetada. De seguida, aplica-se um verniz adequado que pode ser diário ou semanal conforme a sua composição. Ademais, uma pré-aplicação de um creme com ureia a 40% torna o tratamento mais rápido e eficaz. Pode ser, ainda, utilizado um antifúngico tópico para potenciar os resultados.

Por último, é importante o uso de antitranspirantes que evitem o ambiente húmido propício ao desenvolvimento de fungos. Os antitranspirantes devem ser utilizados não só durante o tratamento como também como preventivo.

 

 

Referências Bibliográficas

[1]  “Protocolo de Indicação Farmacêutica XXXVIII”, Revista Farmácia Distribuição nº299, junho- 2017;

 



Fevereiro 11, 2021
Obstipação – Prisão de Ventre

A obstipação, ou prisão de ventre, é um problema de saúde manifestado pela diminuição da frequência da defecação ou pela dificuldade de evacuar devido à consistência das fezes excessivamente duras.

É certo que este problema atinge todas as idades, contudo, tem maior relevância na gravidez e na idade avançada.

 

Causas da obstipação

Algumas das causas mais comuns da obstipação estão relacionadas com:

  • Hábitos e estilos de vida como, por exemplo, ser sedentário, alterações de horários e viagens;
  • Doenças do tubo digestivo, doenças endócrinas e neurológicas;
  • Uso excessivo de laxantes;
  • Gravidez;
  • Determinados medicamentos tais como, antiácidos, anticolinérnigos (antidepressivos e antihistamínicos), opiáceos, antagonistas dos canais de cálcio, diuréticos e AINES.

 

Sintomas

Por um lado, se a obstipação for ligeira e durar menos de três meses então classifica-se como obstipação ligeira. Por outro lado, se durar mais de três meses podendo afetar a qualidade de vida do doente, então, já é considerada obstipação crónica.

Assim, para ser considerada obstipação, devem aparecer dois ou mais sinais durante pelo menos dois meses:

  • Esforço, em pelo menos, uma em três defecações;
  • Sensação de defecação incompleta, um em três defecações;
  • Fezes duras, em pelo menos, uma em três defecações;
  • Menos de três defecações por semana.

Assim sendo, a obstipação pode ser autolimitada, no entanto quando é crónica pode estar associada a hábitos de vida ou a doenças que requerem tratamento médico.

 

Terapêutica

Terapêutica não farmacológica:

  • Em primeiro lugar, beber líquidos abundantemente, pelo menos 1,5 litros de água;
  • Em segundo, adotar uma dieta rica em fibra: frutas, cereais, saladas e legumes;
  • E, ainda, praticar exercício regularmente: por exemplo, 30 minutos de caminhada por dia;

Terapêutica farmacológica:

  • Laxantes:
  1. Osmóticos: lactulose (Dulphalac®);
  2. Que aumentam o volume: macrogol (Dulcosoft®);
  3. Estimulantes do peristaltismo intestinal: bisacodilo (Dulcolax®), senósidos (Pursennide®), bisacodilo + senósidos (Bekunis®), citrato de sódio/laurilsulfato de sódio (Microlax®), promelaxin (Melilax®);
  4. Evacuadores tópicos: glicerina em supositórios.

 

No entanto, no caso de não haver defecação num período superior a uma semana, o doente deve ser encaminhado para o médico, sobretudo se se tratar de crianças, grávidas, lactentes e se houver sangramento, dor intensa, vómitos e febre.

 

Referências Bibliográficas:

[1]  “Protocolo de Indicação Farmacêutica nº72”, Revista Farmácia Distribuição nº333, julho-agosto- 2020;

 



Janeiro 25, 2021
ANSIEDADE

Antes de mais nada, a ansiedade é a resposta do nosso organismo ao stress. Por conseguinte, provoca um sentimento vago e desagradável de apreensão, tensão, insegurança e medo. A causa pode ser uma ameaça objetiva ou mesmo desconhecida.

É verdade que a ansiedade faz parte do nosso dia-a-dia e acaba por ser útil já que auxilia a identificar uma situação de perigo e a preparar uma resposta para a enfrentar. Assim, quando bem controlada, atua como um estimulante natural. No entanto, a ansiedade é considerada uma patologia quando ocorre de forma excessiva, com grande frequência e em momentos indevidos de tal forma que chega a interferir negativamente nas atividades diárias. Por consequência, quando chega a este ponto, causa sofrimento físico e/ou emocional significativo.

Não só este tipo de transtorno pode manifestar sintomas físicos, como também sintomas psicológicos.

Assim, os principais sintomas físicos são: taquicardia, falta de ar, suores, tonturas, enjoos, diarreia, dores de cabeça e dores musculares. Por outro lado, os sintomas psicológicos mais relevantes são a irritabilidade, dificuldade de concentração, angústia e perturbação do sono.

Existem vários fatores responsáveis pela ansiedade, entre os quais:

  • Fatores genéticos (incluindo histórico familiar de transtorno de ansiedade);
  • Ambiente (por exemplo, vivenciar um evento traumático);
  • Constituição psicológica;
  • Uma doença física.

 

ANSIEDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Antes de mais nada, não podemos falar em ansiedade sem abordarmos a situação pandémica em que vivemos. Se já viviamos numa sociedade de stress, ansiedade e preocupações não é de admirar que agora a situação esteja agravada pela COVID-19.

Tal como acima descrito, o stress em excesso é considerado patológico. Este tipo de stress pode ter como consequências a fadiga, desmotivação e o esgotamento. Ora, se pensarmos que a realidade atual está a enfrentar uma pandemia, então, a tudo isto, temos de acrescentar mais stress, mais ansiedade, mais preocupações! Ou seja, agravam-se os fatores de stress e os geradores de ansiedade.

Por um lado, existe um acréscimo do medo relacionado com a saúde:

  • Medo de contrair a doença e medo da morte (tanto própria como a de entes queridos);
  • Medo de sofrer.

Por outro lado, há o receio económico:

  • Perder o trabalho;
  • Redução do ordenado;
  • Falência;
  • Diminuição do poder de compra.

E, ainda, temos o problema social:

  • Isolamento;
  • Abdicar de relacionamentos com a família e com os amigos;
  • Abdicar de atividade pessoais e sociais gratificantes.

Além de tudo isto prejudicar a qualidade de vida, ainda se acrescenta a possibilidade de vir a tornar-se mais complexo e evoluir para uma depressão.

Assim sendo, é de demais importância adotarmos estratégias que nos ajudem a combater estas dificuldades da melhor forma. E, quando a situação assim o exigir, não ter medo nem vergonha de pedir ajuda.

 

LIDAR COM A SITUAÇÃO

Inegavelmente, cada um de nós enfrenta momentos de stress, ansiedade e angústia e é importante relembrar que não somos os únicos. Muitas outras pessoas também lidam com estas situações. Deste modo, o que temos de perceber é que cada um lida com os seus problemas de formas diferentes, à sua maneira. O ponto fulcral, nestes casos, é saber ouvir e ser ouvido, mostrar empatia com o outro. Isto é, se nos mostrarmos disponíveis para ajudar e sermos ajudados, apesar de não resolver os problemas todos, é certo que nos vamos sentir melhor e com isso vem a capacidade de gerirmos melhor os nossos problemas. Além disso, desabafar com os nossos amigos e familiares sobre os nossos problemas vai diminuir a angústia.

Ademais, se estiver em confinamento ou em quarentena, uma outra dica é manter, sempre que possível, a sua rotina e a das crianças também. Separar momentos para tarefas, brincadeiras e relaxamento. Manter o horário de sono, não dormir demasiado mas também não diminuir as horas de sono. Elaborar e cumprir uma rotina de exercício físico é outro aspeto fundamental. Limpar a casa é uma tarefa que o vai manter ocupado durante algum tempo e, como sabemos, não vai durar muito tempo! Outra ideia, ler livros. Sabe o quanto ler é importante para a nossa saúde mental? Mantenha o contacto virtual com amigos e familiares, nesta era de tecnologia, não faltam opções…

 

TERAPÊUTICA
TERAPÊUTICA NÃO FARMACOLÓGICA:

 Algumas dicas para prevenir a ansiedade são:

    • Praticar atividades que beneficiem corpo e mente como por exemplo, exercício físico, caminhar, ioga e exercícios de relaxamento;

    • Ouvir música;

    • Atividades de lazer como desenhar, pintar, jogar cartas;

    • Manter uma alimentação saudável;

    • Viver um dia de cada vez;

    • Procurar ajuda profissional se for preciso;

    • Manter o contacto com amigos e familiares através de telefonemas, mensagens, video-chamadas, etc.;

    • Enfrentar os problemas e combatê-los;
TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA:

Se a ansiedade estiver associada a outras patologias ou se for um sintoma de uma patologia grave requer um acompanhamento médico.

No tratamento da ansiedade ligeira de curta duração, os medicamentos tradicionais à base de plantas são um recurso útil e seguro. Procure aconselhamento com o seu farmacêutico.

 

 

STRESSFYTOL: 200 mg de extrato seco de Passiflora incarnata L..

Passiflora incarnata, é uma planta medicinal utilizada para acalmar o nervosismo, combater a ansiedade e a insónia devido às suas propriedades sedativas e calmantes.

ANGELICALM RELAX: 300 mg de Passiflora incarnata L., 100mg de Valeriana Officinalis L., 200 mg de Melissa officinalis L.,1,4 mg de vitamina B6, 2,5 mcg de vitamina B12, 50 mcg de biotina.

Contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso, para uma normal função psicológica e para a redução do cansaço e da fadiga.

AQUILEA RELAX: 500 mg de extrato de Valeriana officinalis L., 100 mg de extrato de Passiflora incarnata L., 100 mg de extrato de Crataegus monogyna Jacq..

Ajuda a relaxar, favorecendo o descanso e a qualidade do sono.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

[1] Eurofarma. Sono, ansiedade e insónia. 2020; [Consultado a 28 de dezembro de 2020]. Disponível em: https://eurofarma.com.br/artigos/sono-ansiedade-e-insonia;

[2] CUF.Insónia. 2021; [consultado a 23 de janeiro de 2021]. Disponível em: https://www.cuf.pt/saude-a-z/insonia;

[3]  “Protocolo de Indicação Farmacêutica XLV”, Revista Farmácia Distribuição nº306, fev- 2018;

[4] Sapo. PME Magazine: Stress e ansiedade em tempos de pandemia. 2021, [Consultado a 25 de janeiro de 2021]. Disponível em: https://pmemagazine.sapo.pt/stress-e-ansiedade-em-tempos-de-pandemia/.


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