Arquivo de Saúde da Mulher - Farmácia Central


Agosto 13, 2020
Cistite – Infeção Urinária

A cistite ou infeção urinária é uma das infeções bacterianas mais frequentes e pode ocorrer em todo o sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres, sendo que as mais comuns envolvem a bexiga e a uretra. [1]

Antes de mais nada, define-se como cistite uma resposta inflamatória do sistema urinário à invasão da bexiga por bactérias que, normalmente, vivem no intestino. Assim sendo, este tipo de infeção (cistite) tem uma elevada prevalência no sexo feminino dado que as mulheres têm uma maior proximidade da uretra ao ânus e uma uretra de menor dimensão. Além disso, em 80% dos casos, a cistite é provocada pela bactéria Escherichia coli.[2]

Sintomas

Por certo, a presença de bactérias na trato urinário acidifica a urina provocando os sintomas típicos de uma cistite:  aumento da frequência urinária que pode estar associado a ardor ou dor durante a micção (disúria), urgência, dificuldade em iniciar a micção, pequenos volumes de urina e dor na parte inferior do abdómen e/ou dor na lombar. Ademais, pode ainda ocorrer, com menor frequência, cheiro desagradável e alteração da cor da urina, presença de sangue, febre, calafrios, náuseas e vómitos. Desta forma, estes últimos sintomas são indicadores de uma infeção grave como a polielite ou pielonefrite e requer encaminhamento para o médico. [3]

Fatores de Risco

Sem dúvida que alguns dos fatores de risco da cistite ou infeção urinária estão associados sobretudo ao género feminino devido ao menor comprimento e maior proximidade da uretra ao ânus, novo parceiro sexual, gravidez, incorreta higiene íntima, problemas morfológicos no trato urinário e histórico de infeção urinária prévia. [3]

Prevenir a cistite ou infeção urinária

Existem várias medidas não farmacológicas descritas abaixo que ajudam a prevenir a infeção urinária.

  • Dieta

Ingerir bastante água ao longo do dia, contribui para aumentar a frequência urinária, o que permite eliminar as bactérias que podem causar infeção urinária. Para além disso, o seu médico ou farmacêutico podem recomendar a toma de prebióticos e/ou probióticos que podem ajudar a reduzir as recorrências da infeção urinária. [3] [4] 

  • Higiene 

É aconselhada uma higienização com formulações líquidas, hipoalergénicas e com constituintes adequados à higiene íntima que ajudam a manter o pH característico; a limpeza deve ser efetuada de frente para trás, para que as bactérias que se encontram na região anal não passem para a uretra. Além disso, não é aconselhada a aplicação de óleos perfumados e desodorizantes na área genital. [3] [4]

  • Outros cuidados

Após a relação sexual é importante urinar, para além disso, determinados métodos de contraceção, como o uso de espermicida e o diafragma facilitam a propagação bacteriana, caso seja necessário deverá aconselhar-se com o seu médico. [3] [4]

Tratamento

No caso da cistite ligeira e não complicada na mulher não é necessário recorrer ao uso de antibióticos. Ao passo que, caso haja presença de sangue na urina é recomendado consultar um médico.

A propósito da cistite ligeira, pretende-se alcalinizar o pH da urina de forma a atingir o pH fisiológico com agentes alcalinizadores (por exemplo, bicarbonato de sódio) e, ainda, eliminar as bactérias patogénicas das paredes da bexiga e da uretra utilizando produtos com ação antissética e antiaderente. [2]

 

 

   

 

LACTACYD PHARMA ANTISSÉTICO: Sabonete líquido com pH ácido para contribuir para o equilíbrio da flora vaginal. Reforça as defesas naturais da zona íntima. Além disso, contém um antibacteriano natural (tomilho) que protege a mulher contra a proliferação de bactérias e previne o aparecimento de maus odores.

SYSTUR: Contém prebióticos que favorecem o desenvolvimento de bifidobactérias que criam uma barreira mecânica e impedem a adesão da E.coli às paredes do trato urinário. Ademais, contém, ainda, PAC-A e canela que inibem a fixação da E.coli, favorecendo a sua eliminação através das vias urinárias; além disso, combatem a proliferação dos agentes patogénicos presentes no trato urinário.

SYSTELLE: Extrato seco de Uva-ursina em quantidade suficiente para exercer a sua atividade diurética e antibacteriana de tal forma que destabiliza as membranas das bactérias com consequente destruição das paredes bacterianas.

 

Fontes Bibliográficas

[1]     S. Pereira, “Prevenção das Infeções Urinárias Recorrentes”, Sociedade Portuguesa de urologia, 2012.

[2]     “Protocolo de Indicação Farmacêutica nº 71”,Revista Farmácia Distribuição nº332, jun-2020.

[3]     F. J. B. B. A. P. D. Rodrigues, “Etiologia e sensibilidade bacteriana em infecções do tracto urinário”, 2010.

[4]    I. M. Aragón et al., “The Urinary Tract Microbiome in Health and Disease”, European Urology Focus, vol. 4, no. 1. Elsevier B.V., pp. 128–138, 01-jan-2018.  

[5]    Lactacyd. Lactacyd Antissético; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.lactacyd.pt/lactacyd/portfolio/lactacyd-pharma-antiseptico/

[6]    Y FARMA. SYSTUR; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.yfarma.com/systur-beneficios

[7]    Tilman. Systelle; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://tilmanportugal.com.pt/fito-solucoes/desconforto-urinario-systelle/



Julho 8, 2020
Vaginose Bacteriana

A Flora vaginal normal é maioritariamente constituída por um tipo de bactérias que são os lactobacillus, quando estes são substituídos por outro tipo de bactérias desencadeia a vaginose bacteriana.

Embora a vaginose bacteriana não seja considerada uma infeção sexualmente transmissível, está relacionada com a frequência da atividade sexual, novo parceiro sexual e múltiplos parceiros sexuais.

Ademais, a vaginose bacteriana não tratada aumenta o risco de adquirir infeções sexualmente transmissíveis e parto prematuro em mulheres grávidas. [1]

 

Sintomas

Alguns exemplos dos sintomas mais frequentes da vaginose bacteriana são corrimento fino, branco-acinzentado com odor intenso.[1]

 

Fatores de Risco

Inegavelmente, alguns dos fatores de risco documentados estão relacionados não só com a sexualidade (nomeadamente múltiplos parceiros sexuais), como também com o tabagismo. [2]

 

Prevenção
  • Higiene

É certo que podem ser aplicadas várias medidas de cuidado diário de forma a prevenir a vaginose como  evitar o uso de sabonetes sólidos dado o risco de contágio. Para além disso, este tipo de sabonetes geralmente têm um pH básico e dessa forma alteram o pH da zona urogenital facilitando a proliferação de bactérias indesejadas.

Primeiramente e acima de tudo, a limpeza deve ser feita no sentido frente para trás. Em segundo lugar, está indicada a higienização com formulações líquidas, hipoalergénicas e com constituintes adequados à higiene íntima que ajudam a manter o pH característico. Em seguida, não está recomendado inserir água no interior da vagina (duches vaginais). Por fim, tampões e pensos higiénicos devem ser trocados com frequência e devem ser de algodão. [1]

  • Hidratação 

Sem dúvida que a aplicação de hidratantes deve ser feita apenas na região de pele, com produtos adequados, estes não devem ser oleosos e precisam de ter um pH adequado, o seu farmacêutico pode prestar o aconselhamento necessário. 

Ainda assim, não devem ser utilizados óleos perfumados e desodorizantes na área genital. [1]

  • Vestuário

Certamente que evitar roupa interior demasiado apertada, proceder à sua troca diariamente e evitar permanecer com roupas molhadas como biquínis e roupas de desporto são alguns aspetos fundamentais para evitar desconfortos e alterações da flora vaginal.

  • Probióticos

Por último, existem probióticos que podem ajudar a restabelecer a flora vaginal, que devem ser administrados mediante aconselhamento do seu médico ou farmacêutico. [1] [3]

Fontes Bibliográficas

[1]     “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[2]     C. T. Bautista, E. Wurapa, W. B. Sateren, S. Morris, B. Hollingsworth, and J. L. Sanchez, “Bacterial vaginosis: A synthesis of the literature on etiology, prevalence, risk factors, and relationship with chlamydia and gonorrhea infections,” Military Medical Research, vol. 3, no. 1. BioMed Central Ltd., pp. 1–10, 13-Feb-2016.

[3]     P. Bagnall and D. Rizzolo, “Bacterial vaginosis,” J. Am. Acad. Physician Assist., vol. 30, no. 12, pp. 15–21, Dec. 2017.



Julho 8, 2020
Candidíase Vulvovaginal

A Candidíase vulvovaginal, frequentemente referida apenas como candidíase, é causada, geralmente, pelo aumento da proliferação da Candida albicans, um fungo que pode existir naturalmente na flora vaginal em pequenas quantidades. Assim, quando ocorre um desequilíbrio que propicia o crescimento desses microrganismos surge a candidíase vulvovaginal. [1]

Na Farmácia Central é possível adquirir o teste para o despiste da candidíase vulvovaginal.

 

Sintomas frequentes

Os sinais frequentes da candidíase vulvovaginal são prurido, ardor, dor durante a relação sexual, corrimento vaginal branco grumoso e espesso e sem odor.[2]

 

Fatores de risco

Sem dúvida que a gravidez, ser diabético e ser imunocomprometido são alguns dos fatores que predispõem o aparecimento de candidíase vulvovaginal. Ademais, alguns métodos contracetivos e a toma de antibióticos podem aumentar o risco de desenvolver este tipo de candidíase.[3]

Prevenção
  • Higiene

Primeiramente, a prevenção da candidíase vulvovaginal passa por adquirir ou modificar determinados cuidados, tais como, evitar banhos de banheira, banhos muito quentes e o uso de sabonetes sólidos e gel de banho. Por exemplo, a higiene da zona íntima com gel de banho pode levar a uma alteração do pH da flora vaginal aumentando o risco de contaminação por microorganismos patogénicos.

Em suma, está recomendado o uso de formulações líquidas e específicas para a higiene íntima. Nesse sentido, na Farmácia Central poderá procurar o produto mais adequado para as suas necessidades.

Não só, as formulações de higiene íntima devem ser hipoalergénicas e com adstringência suave, como também, devem ter um pH adequado ao da região urogenital. Desse modo, o ácido lático é um composto habitual nestes produtos por ser um constituinte natural da pele que tem ação hidratante e ajuda a manter o pH ligeiramente ácido. Para além disso, não é aconselhada a introdução de água no interior da vagina (duches vaginais).[2]

 

  • Hidratação 

A aplicação de hidratantes deve ser feita com produtos adequados, os quais, não devem ser oleosos e o pH deve ser adequado à zona íntima. Não utilizar óleos perfumados nem desodorizantes na área genital.[2]

 

  • Vestuário

O ideal é optar por roupa interior de algodão que não seja demasiado apertada e trocá-la diariamente; além disso, deve-se evitar o uso de roupa molhada durante muito tempo tais como biquinis e roupa de desporto.[2]

Fontes Bibliográficas

[1] B. Gonçalves, C. Ferreira, C. T. Alves, M. Henriques, J. Azeredo, and S. Silva, “Vulvovaginal candidiasis: Epidemiology, microbiology and risk factors,” Critical Reviews in Microbiology, vol. 42, no. 6. Taylor and Francis Ltd, pp. 905–927, 01-Nov-2016.

[2] “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[3] “Vaginal Candidiasis,” Centers for Disease Control and Prevention, 2019. [Online]. Disponível: https://www.cdc.gov/fungal/diseases/candidiasis/genital/index.html. [Accessed: 08-Jul-2020].


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