Blog - Farmácia Central


Maio 12, 2021
Rinite Alérgica

Cada vez mais, a rinite alérgica tem vindo a atingir um maior número de pessoas. Por esse motivo, é considerada a doença alérgica mais frequente. A rinite alérgica, surge, normalmente, entre os 8 e os 11 anos.

Esta doença ocorre após uma resposta inflamatória envolvendo a libertação de histamina, provocada pela deposição de agentes alérgenos na mucosa nasal.

Os elérgenos mais comuns envolvidos na rinite alérgica sazonal são os pólenes das gramíneas e das árvores e os esporos dos fungos. Além destes alérgenos, o pó da casa, o pelo de animais e as penas das aves também são outros exemplos.

Apesar de não ser um problema de saúde grave, a sua elevada prevalência pode afetar a qualidade de vida das pessoas com rinite alérgica.

 

Sintomas

Rinorreia, congestão nasal, prurido nasal e espirros.

Outros: dor de cabeça, hemorragia nasal, lacrimejo e comichão nos olhos e dor ou comichão na garganta e olheiras crónicas.

 

Indicação Farmacêutica


Fevereiro 20, 2021
Tinha das Unhas

A tinha das unhas é uma infeção da lâmina ungueal (onicomicose) provocada por dermatófitos, ou seja, é uma dermatofitose. Caracteriza-se pelo espessamento e descoloração da unha. Além disso, com o passar do tempo, a unha ganha um aspeto irregular e fica quebradiça.

Sem dúvida que é uma infeção muito comum nos pés e a sua prevalência tende a aumentar com a idade visto que há uma redução do fluxo sanguíneo.

 

Fatores que contribuem para o desenvolvimento da tinha da unha

Inegavelmente, a utilização de ginásios, piscinas e outros desportos aquáticos são fatores que contribuem para o desenvolvimento da tinha da unha.

Outro fatores são a existência de pé de atleta, sistema imunitário debilitado, diabéticos com doença vascular periférica e, como já referido anteriormente, idade superior a 50 anos.

 

Sinais

As onicomicoses apresentam-se pelo aparecimento de manchas ou estrias ameraladas, hiperqueratose e espessamento da lâmina ungueal. Ora, este espessamento faz com que haja uma separação da unha do leito ungueal o que leva ao agravamento do espessamento e desenvolvimento de coloração negra.

Na fase inicial a tinha das unhas é tratável com terapêutica tópica. No entanto, com o evoluir da doença, o tratamento sistémico pode vir a ser necessário. Se assim for, o utente deve ser encaminhado para o médico.

 

Cuidados a ter
  • Usar meias de algodão;
  • Usar calçado que não seja apertado;
  • Não usar o mesmo calçado em dias consecutivos e deixa-los a arejar de um dia para o outro;
  • Utilizar chinelos em balneários;
  • Lavar bem os pés e entre os dedos, sem esquecer de os secar bem;
  • Manter as unhas curtas.

 

Terapêutica em indicação farmacêutica

Em primeiro lugar, a adesão ao tratamento é fundamental para garantir o seu sucesso e minimizar as recidivas. Em segundo lugar, o terapêutica deve ser iniciada o mais rápido possível com a consciência de que se trata de um tratamento prolongado.

A unha deve ser limada uma vez por semana, com o cuidado de nunca usar a mesma lima numa unha infetada e não infetada. De seguida, aplica-se um verniz adequado que pode ser diário ou semanal conforme a sua composição. Ademais, uma pré-aplicação de um creme com ureia a 40% torna o tratamento mais rápido e eficaz. Pode ser, ainda, utilizado um antifúngico tópico para potenciar os resultados.

Por último, é importante o uso de antitranspirantes que evitem o ambiente húmido propício ao desenvolvimento de fungos. Os antitranspirantes devem ser utilizados não só durante o tratamento como também como preventivo.

 

 

Referências Bibliográficas

[1]  “Protocolo de Indicação Farmacêutica XXXVIII”, Revista Farmácia Distribuição nº299, junho- 2017;

 



Fevereiro 11, 2021
Obstipação – Prisão de Ventre

A obstipação, ou prisão de ventre, é um problema de saúde manifestado pela diminuição da frequência da defecação ou pela dificuldade de evacuar devido à consistência das fezes excessivamente duras.

É certo que este problema atinge todas as idades, contudo, tem maior relevância na gravidez e na idade avançada.

 

Causas da obstipação

Algumas das causas mais comuns da obstipação estão relacionadas com:

  • Hábitos e estilos de vida como, por exemplo, ser sedentário, alterações de horários e viagens;
  • Doenças do tubo digestivo, doenças endócrinas e neurológicas;
  • Uso excessivo de laxantes;
  • Gravidez;
  • Determinados medicamentos tais como, antiácidos, anticolinérnigos (antidepressivos e antihistamínicos), opiáceos, antagonistas dos canais de cálcio, diuréticos e AINES.

 

Sintomas

Por um lado, se a obstipação for ligeira e durar menos de três meses então classifica-se como obstipação ligeira. Por outro lado, se durar mais de três meses podendo afetar a qualidade de vida do doente, então, já é considerada obstipação crónica.

Assim, para ser considerada obstipação, devem aparecer dois ou mais sinais durante pelo menos dois meses:

  • Esforço, em pelo menos, uma em três defecações;
  • Sensação de defecação incompleta, um em três defecações;
  • Fezes duras, em pelo menos, uma em três defecações;
  • Menos de três defecações por semana.

Assim sendo, a obstipação pode ser autolimitada, no entanto quando é crónica pode estar associada a hábitos de vida ou a doenças que requerem tratamento médico.

 

Terapêutica

Terapêutica não farmacológica:

  • Em primeiro lugar, beber líquidos abundantemente, pelo menos 1,5 litros de água;
  • Em segundo, adotar uma dieta rica em fibra: frutas, cereais, saladas e legumes;
  • E, ainda, praticar exercício regularmente: por exemplo, 30 minutos de caminhada por dia;

Terapêutica farmacológica:

  • Laxantes:
  1. Osmóticos: lactulose (Dulphalac®);
  2. Que aumentam o volume: macrogol (Dulcosoft®);
  3. Estimulantes do peristaltismo intestinal: bisacodilo (Dulcolax®), senósidos (Pursennide®), bisacodilo + senósidos (Bekunis®), citrato de sódio/laurilsulfato de sódio (Microlax®), promelaxin (Melilax®);
  4. Evacuadores tópicos: glicerina em supositórios.

 

No entanto, no caso de não haver defecação num período superior a uma semana, o doente deve ser encaminhado para o médico, sobretudo se se tratar de crianças, grávidas, lactentes e se houver sangramento, dor intensa, vómitos e febre.

 

Referências Bibliográficas:

[1]  “Protocolo de Indicação Farmacêutica nº72”, Revista Farmácia Distribuição nº333, julho-agosto- 2020;

 



Janeiro 25, 2021
ANSIEDADE

Antes de mais nada, a ansiedade é a resposta do nosso organismo ao stress. Por conseguinte, provoca um sentimento vago e desagradável de apreensão, tensão, insegurança e medo. A causa pode ser uma ameaça objetiva ou mesmo desconhecida.

É verdade que a ansiedade faz parte do nosso dia-a-dia e acaba por ser útil já que auxilia a identificar uma situação de perigo e a preparar uma resposta para a enfrentar. Assim, quando bem controlada, atua como um estimulante natural. No entanto, a ansiedade é considerada uma patologia quando ocorre de forma excessiva, com grande frequência e em momentos indevidos de tal forma que chega a interferir negativamente nas atividades diárias. Por consequência, quando chega a este ponto, causa sofrimento físico e/ou emocional significativo.

Não só este tipo de transtorno pode manifestar sintomas físicos, como também sintomas psicológicos.

Assim, os principais sintomas físicos são: taquicardia, falta de ar, suores, tonturas, enjoos, diarreia, dores de cabeça e dores musculares. Por outro lado, os sintomas psicológicos mais relevantes são a irritabilidade, dificuldade de concentração, angústia e perturbação do sono.

Existem vários fatores responsáveis pela ansiedade, entre os quais:

  • Fatores genéticos (incluindo histórico familiar de transtorno de ansiedade);
  • Ambiente (por exemplo, vivenciar um evento traumático);
  • Constituição psicológica;
  • Uma doença física.

 

ANSIEDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Antes de mais nada, não podemos falar em ansiedade sem abordarmos a situação pandémica em que vivemos. Se já viviamos numa sociedade de stress, ansiedade e preocupações não é de admirar que agora a situação esteja agravada pela COVID-19.

Tal como acima descrito, o stress em excesso é considerado patológico. Este tipo de stress pode ter como consequências a fadiga, desmotivação e o esgotamento. Ora, se pensarmos que a realidade atual está a enfrentar uma pandemia, então, a tudo isto, temos de acrescentar mais stress, mais ansiedade, mais preocupações! Ou seja, agravam-se os fatores de stress e os geradores de ansiedade.

Por um lado, existe um acréscimo do medo relacionado com a saúde:

  • Medo de contrair a doença e medo da morte (tanto própria como a de entes queridos);
  • Medo de sofrer.

Por outro lado, há o receio económico:

  • Perder o trabalho;
  • Redução do ordenado;
  • Falência;
  • Diminuição do poder de compra.

E, ainda, temos o problema social:

  • Isolamento;
  • Abdicar de relacionamentos com a família e com os amigos;
  • Abdicar de atividade pessoais e sociais gratificantes.

Além de tudo isto prejudicar a qualidade de vida, ainda se acrescenta a possibilidade de vir a tornar-se mais complexo e evoluir para uma depressão.

Assim sendo, é de demais importância adotarmos estratégias que nos ajudem a combater estas dificuldades da melhor forma. E, quando a situação assim o exigir, não ter medo nem vergonha de pedir ajuda.

 

LIDAR COM A SITUAÇÃO

Inegavelmente, cada um de nós enfrenta momentos de stress, ansiedade e angústia e é importante relembrar que não somos os únicos. Muitas outras pessoas também lidam com estas situações. Deste modo, o que temos de perceber é que cada um lida com os seus problemas de formas diferentes, à sua maneira. O ponto fulcral, nestes casos, é saber ouvir e ser ouvido, mostrar empatia com o outro. Isto é, se nos mostrarmos disponíveis para ajudar e sermos ajudados, apesar de não resolver os problemas todos, é certo que nos vamos sentir melhor e com isso vem a capacidade de gerirmos melhor os nossos problemas. Além disso, desabafar com os nossos amigos e familiares sobre os nossos problemas vai diminuir a angústia.

Ademais, se estiver em confinamento ou em quarentena, uma outra dica é manter, sempre que possível, a sua rotina e a das crianças também. Separar momentos para tarefas, brincadeiras e relaxamento. Manter o horário de sono, não dormir demasiado mas também não diminuir as horas de sono. Elaborar e cumprir uma rotina de exercício físico é outro aspeto fundamental. Limpar a casa é uma tarefa que o vai manter ocupado durante algum tempo e, como sabemos, não vai durar muito tempo! Outra ideia, ler livros. Sabe o quanto ler é importante para a nossa saúde mental? Mantenha o contacto virtual com amigos e familiares, nesta era de tecnologia, não faltam opções…

 

TERAPÊUTICA
TERAPÊUTICA NÃO FARMACOLÓGICA:

 Algumas dicas para prevenir a ansiedade são:

    • Praticar atividades que beneficiem corpo e mente como por exemplo, exercício físico, caminhar, ioga e exercícios de relaxamento;

    • Ouvir música;

    • Atividades de lazer como desenhar, pintar, jogar cartas;

    • Manter uma alimentação saudável;

    • Viver um dia de cada vez;

    • Procurar ajuda profissional se for preciso;

    • Manter o contacto com amigos e familiares através de telefonemas, mensagens, video-chamadas, etc.;

    • Enfrentar os problemas e combatê-los;
TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA:

Se a ansiedade estiver associada a outras patologias ou se for um sintoma de uma patologia grave requer um acompanhamento médico.

No tratamento da ansiedade ligeira de curta duração, os medicamentos tradicionais à base de plantas são um recurso útil e seguro. Procure aconselhamento com o seu farmacêutico.

 

 

STRESSFYTOL: 200 mg de extrato seco de Passiflora incarnata L..

Passiflora incarnata, é uma planta medicinal utilizada para acalmar o nervosismo, combater a ansiedade e a insónia devido às suas propriedades sedativas e calmantes.

ANGELICALM RELAX: 300 mg de Passiflora incarnata L., 100mg de Valeriana Officinalis L., 200 mg de Melissa officinalis L.,1,4 mg de vitamina B6, 2,5 mcg de vitamina B12, 50 mcg de biotina.

Contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso, para uma normal função psicológica e para a redução do cansaço e da fadiga.

AQUILEA RELAX: 500 mg de extrato de Valeriana officinalis L., 100 mg de extrato de Passiflora incarnata L., 100 mg de extrato de Crataegus monogyna Jacq..

Ajuda a relaxar, favorecendo o descanso e a qualidade do sono.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

[1] Eurofarma. Sono, ansiedade e insónia. 2020; [Consultado a 28 de dezembro de 2020]. Disponível em: https://eurofarma.com.br/artigos/sono-ansiedade-e-insonia;

[2] CUF.Insónia. 2021; [consultado a 23 de janeiro de 2021]. Disponível em: https://www.cuf.pt/saude-a-z/insonia;

[3]  “Protocolo de Indicação Farmacêutica XLV”, Revista Farmácia Distribuição nº306, fev- 2018;

[4] Sapo. PME Magazine: Stress e ansiedade em tempos de pandemia. 2021, [Consultado a 25 de janeiro de 2021]. Disponível em: https://pmemagazine.sapo.pt/stress-e-ansiedade-em-tempos-de-pandemia/.



Novembro 3, 2020
Pele Saudável vs Pele Seca

Antes de falarmos em pele seca e desconforto cutâneo, é importante saber que uma pele saudável contém óleos naturais cuja sua função, além de manter a pele suave e elástica, é a sua hidratação e proteção contra agentes externos.

Pelo contrário, uma pele seca (xerose) produz menos quantidade de óleo devido a um desequilíbrio a nível das glândulas sebáceas.

Apesar de a pele seca ser mais frequente em pessoas mais idosas, existem alguns fatores ambientais que influenciam o seu desenvolvimento, tais como o vento, o frio, a poluição e o ar quente. Além disso, o equilíbrio natural da pele pode, também, ser influenciado pelo uso de sabões agressivos e perfumes.

No sentido de evitar uma pele ressequida, é importante que a epiderme esteja protegida, isto é, que mantenha um equilíbrio do microbioma. Para isso, é preciso que a pele esteja hidratada. Como consequência da desidratação, há um desconforto cutâneo, caracterizado pela descamação da pele, vermelhidão, prurido e, em alguns casos, o aparecimento de fissuras.

Desta forma, quanto mais acentuado for o nível de secura, mais intensos serão os sintomas.

 

Hidratação da pele

Aqui vai uma sugestão de uma marca que vai ajudar a manter a sua pele saudável e hidratada de forma a evitar uma pele seca e o desconforto cutâneo!

⇒Barral®:
É uma marca portuguesa, desenvolvida em 1835 e visa promover a saúde e o bem-estar da pele de toda a família. 
Assim, os produtos desta marca têm como população-alvo pessoas que gostam de cuidar de si mas que não têm muito tempo para os cuidados corporais.
Em suma, a Barral é uma marca ativa, versátil, credível, interessante e inovadora.
Atualmente, esta marca divide-se em várias gamas, tais como:
  • Creme Gordo
  • DermaProtect
  • BabyProtect

No contexto da pele seca e desconforto cutâneo, vamos incidir na gama DermaProtect da Barral® que visa o cuidado da pele sensível e reativa de toda a família.

Barral DermaProtect:

Para começar, os produtos desta gama contêm ingredientes hidratantes e protetores capazes de restabelecer o equilíbrio fisiológico da pele. Assim, este equilíbrio é fundamental para a proteção contra agentes agressores do meio ambiente.

Desta forma, Barral DermaProtect é ideal para peles secas, muito secas, peles com vermelhidão localizado, com prurido ou ardor cutâneo.

 

Creme Banho:
  • Constituído por ingredientes naturais e não agressivos tais como: aveia, óleo de amêndoas e óleo de Karité;
  • Limpa com suavidade sem agredir a pele;
  • Adequado para pele seca, sensível e com tendência a irritações;
  • Fornece os lípidos necessários à pele para manter uma barreira cutânea saudável;
  • Diminui a secura, alivia as irritações e o desconforto cutâneo graças aos óleos vegetais que purificam e hidratam em profundidade;
  • Adequado para crianças e adultos.
Creme Hidratante:
  • Constituído por ceramidas, manteiga de karité e provitamina B5;
  • Cuidado diário da pele seca e sensível;
  • Diminui a secura, a irritação e o desonforto cutâneo;
  • Reforça a barreira cutânea;
  • Minimiza o risco de reação alérgica;
  • Testado em pele sensível;
  • Adequado para crianças e adultos.
Creme Emoliente Reparador:
  • Constituído por ceramidas, manteiga de karité e dragocalm;
  • Adequado para uma pele seca, muito seca, irritada e atópica;
  • Alivia a secura, as irritações e vermelhidões cutâneas;
  • Restaura a barreira cutânea;
  • Previne a descamação e desidratação da pele;
  • Minimiza o risco de reação alérgica;
  • Adequado para crianças e adultos.


Agosto 21, 2020
Cuidados a ter com o Acne
Acne

Antes de abordar os cuidados a ter com o acne, vamos perceber quais as suas causas. O acne é um processo inflamatório dos folículos pilossebáceos, desencadeado pela descamação das células epiteliais e pela excessiva produção de sebo das glândulas sebáceas.

Assim, um folículo piloso, quando repleto de sebo, vai ficar bloqueado promovendo o superdesenvolvimento das bactérias designadas de Propionibacterium acnes. Estas, promovem a decomposição do sebo em substâncias agressivas à pele levando à sua inflamação e à consequente formação de comedões, pápulas e pústulas. Isto acontece em determinadas zonas da pele, por exemplo, na face (principalmente), peito, ombros e costas.

Acne e Puberdade:

Inegavelmente, independentemente dos cuidados a ter com o acne, a sua presença está associada, na maioria dos casos, à puberdade. Afinal, é nesta fase da vida, que há um aumento considerável dos níveis hormonais, essencialmente de androgénios (tais como a testosterona), o que estimula produção excesiva de sebo pelas glândulas sebáceas.

Apesar de a partir dos 20 anos de idade os níveis hormonais diminuirem o suficiente para que haja uma redução do acne ou mesmo o seu desaparecimento, este pode persistir entre os 25 e os 35 anos.

Fatores que favorecem o desenvolvimento do acne:
  • Fatores hormonais;
  • Uso de máscara;
  • Aumento da produção de sebo;
  • Alteração da composição do sebo;
  • Hiperqueratinização do conduto piloso;
  • Envolvimento do Propionobacterium acnes.
Acne agravado pelo uso de máscara

Como resultado do uso prolongado da máscara é comum o aparecimento de acne. É provável que quem já sofresse de acne possa ver o seu problema agravado assim como mesmo quem não tinha esse problema venha a desenvolver algum acne na região coberta pela máscara. Mais uma razão para realçar os cuidados a ter com o acne.

Enquanto usamos a máscara, falamos e respiramos. Assim sendo, há libertação de ar quente e formação de um ambiente húmido, propício ao crescimento de fungos e bactérias.

Se, por uma lado, abdicar da máscara não é uma opção, por outro lado, aceitar o acne também não!

Cuidados a ter com o acne:

Uma vez que, alguns cremes de limpeza e algumas loções podem agravar a acne por obstruirem os poros da pele, é preciso ter em atenção a utilização de determinados produtos cosméticos.

Nesse sentido, para evitar o aparecimento do acne, é importante que se utilizem dermocosméticos capazes de regular a produção de sebo, de controlar o desenvolvimento bacteriano e de reduzir o tamanho dos poros.

Desta forma, não é suficiente proceder apenas à lavagem do rosto. É fundamental uma rotina diária, completa e apropriada para uma pele oleosa e acneica:

  1. Em primeiro lugar, para eliminar o excesso de sebo é necessária a limpeza da pele com um gel de limpeza ou com uma água micelar, adequados a uma pele oleosa.
  2. A esfoliação é muito importante pois remove as células mortas e estimula a renovação celular da pele. Além disso, potencia os resultados de qualquer tratamento ou rotina de beleza diária. Normalmente, recomenda-se a esfoliação da pele duas a três vezes por semana.
  3. O uso de um tónico ajuda a corrigir a aparência e a qualidade da pele visto que matifica, suaviza, refresca, alisa e hidrata a pele. Contribui para que os resultados pretendidos sejam obtidos mais rapidamente já que melhora a absorção dos produtos que se seguem.
  4. Utilizar um sérum que controle a oleosidade e reduza o tamanho dos poros, suavizando a textura da pele.
  5. Aplicar um hidratante facial que consiga hidratar e nutrir a pele ao mesmo tempo que normaliza a secreção sebácea e controla o tamanho dos poros.
  6. Finalmente, aplicar um protetor solar facial com FPS 30 ou superior e que tenha capacidade de controlar a oleosidade.

Todos estes passos devem ser realizados de manhã e à noite, com exceção do tópico 6 que se deve realizar de manhã e à tarde, no mínimo.

 

Produtos Recomendados:

Bioderma Sebium H20 Solução Micelar: Tem uma ação de limpeza, seborreguladora, antibacteriana e antioxidante. Esta água micelar suaviza e descongestiona a pele promovendo uma sensação de frescura imediata.

Nuxe Aquabella Gel Purificante: Graças às micro-esferas esfoliantes remove a sujidade e as impurezas da pele. Além disso, este gel elimina o excesso de sebo, suaviza e hidrata a pele. Assim, com este produto consegue-se uma pele limpa, macia e purificada.

Sensilis Pure Perfection creme anti-idade: Ação hidratante, anti-idade (alisa, suaviza e corrige as primeiras rugas), seborreguladora e matificante (elimina o excesso de sebo e de brilhos e refina e reduz o tamanho dos poros).

Sensilis Pure Perfection líquido hidratante matificante: Ação hidratante, seborreguladora e matificante (elimina o excesso de sebo e de brilhos, refina e reduz o tamanho dos poros).

 

Fontes Bibliográficas:

[1] “Protocolo de Indicação Farmacêutica LI”, Revista Farmácia Distribuição nº 312, set-2018;

[2] Manual MSD, Versão Saúde para a Família. Acne; 2020 [consultado a 20 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-da-pele/acne-e-dist%C3%BArbios-relacionados/acne;

[3] Dermaclub. Pele acneica e oleosa: conheça a rotina de limpeza ideal para combater oleosidade, espinhas e cravos no rosto; 2020 [consultado a 21 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.dermaclub.com.br/blog/noticia/pele-acneica-e-oleosa-conheca-a-rotina-de-limpeza-ideal-para-combater-oleosidade-espinhas-e-cravos-no-rosto_a6734/1.

[4] Cosmetis. Sensilis Pure Perfection Creme Anti-Idade Equilibrante 50ml. 2020; [consultado a 21 de agosto de 2020]. Disponível em https://www.cosmetis.pt/sensilis-pure-perfection-creme-anti-idade-equilibrante-50ml.html

[5] Cosmetics. Sensilis Pure Perfection Fluído Hidratante Matificante 50 ml. 2020; [consultado a 21 de agosto de 2020]. Disponível em https://www.cosmetis.pt/sensilis-pure-perfection-spf10-fluido-hidratante-matificante-50ml.html

 



Agosto 13, 2020
Cistite – Infeção Urinária

A cistite ou infeção urinária é uma das infeções bacterianas mais frequentes e pode ocorrer em todo o sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres, sendo que as mais comuns envolvem a bexiga e a uretra. [1]

Antes de mais nada, define-se como cistite uma resposta inflamatória do sistema urinário à invasão da bexiga por bactérias que, normalmente, vivem no intestino. Assim sendo, este tipo de infeção (cistite) tem uma elevada prevalência no sexo feminino dado que as mulheres têm uma maior proximidade da uretra ao ânus e uma uretra de menor dimensão. Além disso, em 80% dos casos, a cistite é provocada pela bactéria Escherichia coli.[2]

Sintomas

Por certo, a presença de bactérias na trato urinário acidifica a urina provocando os sintomas típicos de uma cistite:  aumento da frequência urinária que pode estar associado a ardor ou dor durante a micção (disúria), urgência, dificuldade em iniciar a micção, pequenos volumes de urina e dor na parte inferior do abdómen e/ou dor na lombar. Ademais, pode ainda ocorrer, com menor frequência, cheiro desagradável e alteração da cor da urina, presença de sangue, febre, calafrios, náuseas e vómitos. Desta forma, estes últimos sintomas são indicadores de uma infeção grave como a polielite ou pielonefrite e requer encaminhamento para o médico. [3]

Fatores de Risco

Sem dúvida que alguns dos fatores de risco da cistite ou infeção urinária estão associados sobretudo ao género feminino devido ao menor comprimento e maior proximidade da uretra ao ânus, novo parceiro sexual, gravidez, incorreta higiene íntima, problemas morfológicos no trato urinário e histórico de infeção urinária prévia. [3]

Prevenir a cistite ou infeção urinária

Existem várias medidas não farmacológicas descritas abaixo que ajudam a prevenir a infeção urinária.

  • Dieta

Ingerir bastante água ao longo do dia, contribui para aumentar a frequência urinária, o que permite eliminar as bactérias que podem causar infeção urinária. Para além disso, o seu médico ou farmacêutico podem recomendar a toma de prebióticos e/ou probióticos que podem ajudar a reduzir as recorrências da infeção urinária. [3] [4] 

  • Higiene 

É aconselhada uma higienização com formulações líquidas, hipoalergénicas e com constituintes adequados à higiene íntima que ajudam a manter o pH característico; a limpeza deve ser efetuada de frente para trás, para que as bactérias que se encontram na região anal não passem para a uretra. Além disso, não é aconselhada a aplicação de óleos perfumados e desodorizantes na área genital. [3] [4]

  • Outros cuidados

Após a relação sexual é importante urinar, para além disso, determinados métodos de contraceção, como o uso de espermicida e o diafragma facilitam a propagação bacteriana, caso seja necessário deverá aconselhar-se com o seu médico. [3] [4]

Tratamento

No caso da cistite ligeira e não complicada na mulher não é necessário recorrer ao uso de antibióticos. Ao passo que, caso haja presença de sangue na urina é recomendado consultar um médico.

A propósito da cistite ligeira, pretende-se alcalinizar o pH da urina de forma a atingir o pH fisiológico com agentes alcalinizadores (por exemplo, bicarbonato de sódio) e, ainda, eliminar as bactérias patogénicas das paredes da bexiga e da uretra utilizando produtos com ação antissética e antiaderente. [2]

 

 

   

 

LACTACYD PHARMA ANTISSÉTICO: Sabonete líquido com pH ácido para contribuir para o equilíbrio da flora vaginal. Reforça as defesas naturais da zona íntima. Além disso, contém um antibacteriano natural (tomilho) que protege a mulher contra a proliferação de bactérias e previne o aparecimento de maus odores.

SYSTUR: Contém prebióticos que favorecem o desenvolvimento de bifidobactérias que criam uma barreira mecânica e impedem a adesão da E.coli às paredes do trato urinário. Ademais, contém, ainda, PAC-A e canela que inibem a fixação da E.coli, favorecendo a sua eliminação através das vias urinárias; além disso, combatem a proliferação dos agentes patogénicos presentes no trato urinário.

SYSTELLE: Extrato seco de Uva-ursina em quantidade suficiente para exercer a sua atividade diurética e antibacteriana de tal forma que destabiliza as membranas das bactérias com consequente destruição das paredes bacterianas.

 

Fontes Bibliográficas

[1]     S. Pereira, “Prevenção das Infeções Urinárias Recorrentes”, Sociedade Portuguesa de urologia, 2012.

[2]     “Protocolo de Indicação Farmacêutica nº 71”,Revista Farmácia Distribuição nº332, jun-2020.

[3]     F. J. B. B. A. P. D. Rodrigues, “Etiologia e sensibilidade bacteriana em infecções do tracto urinário”, 2010.

[4]    I. M. Aragón et al., “The Urinary Tract Microbiome in Health and Disease”, European Urology Focus, vol. 4, no. 1. Elsevier B.V., pp. 128–138, 01-jan-2018.  

[5]    Lactacyd. Lactacyd Antissético; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.lactacyd.pt/lactacyd/portfolio/lactacyd-pharma-antiseptico/

[6]    Y FARMA. SYSTUR; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.yfarma.com/systur-beneficios

[7]    Tilman. Systelle; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://tilmanportugal.com.pt/fito-solucoes/desconforto-urinario-systelle/



Julho 8, 2020
Vaginose Bacteriana

A Flora vaginal normal é maioritariamente constituída por um tipo de bactérias que são os lactobacillus, quando estes são substituídos por outro tipo de bactérias desencadeia a vaginose bacteriana.

Embora a vaginose bacteriana não seja considerada uma infeção sexualmente transmissível, está relacionada com a frequência da atividade sexual, novo parceiro sexual e múltiplos parceiros sexuais.

Ademais, a vaginose bacteriana não tratada aumenta o risco de adquirir infeções sexualmente transmissíveis e parto prematuro em mulheres grávidas. [1]

 

Sintomas

Alguns exemplos dos sintomas mais frequentes da vaginose bacteriana são corrimento fino, branco-acinzentado com odor intenso.[1]

 

Fatores de Risco

Inegavelmente, alguns dos fatores de risco documentados estão relacionados não só com a sexualidade (nomeadamente múltiplos parceiros sexuais), como também com o tabagismo. [2]

 

Prevenção
  • Higiene

É certo que podem ser aplicadas várias medidas de cuidado diário de forma a prevenir a vaginose como  evitar o uso de sabonetes sólidos dado o risco de contágio. Para além disso, este tipo de sabonetes geralmente têm um pH básico e dessa forma alteram o pH da zona urogenital facilitando a proliferação de bactérias indesejadas.

Primeiramente e acima de tudo, a limpeza deve ser feita no sentido frente para trás. Em segundo lugar, está indicada a higienização com formulações líquidas, hipoalergénicas e com constituintes adequados à higiene íntima que ajudam a manter o pH característico. Em seguida, não está recomendado inserir água no interior da vagina (duches vaginais). Por fim, tampões e pensos higiénicos devem ser trocados com frequência e devem ser de algodão. [1]

  • Hidratação 

Sem dúvida que a aplicação de hidratantes deve ser feita apenas na região de pele, com produtos adequados, estes não devem ser oleosos e precisam de ter um pH adequado, o seu farmacêutico pode prestar o aconselhamento necessário. 

Ainda assim, não devem ser utilizados óleos perfumados e desodorizantes na área genital. [1]

  • Vestuário

Certamente que evitar roupa interior demasiado apertada, proceder à sua troca diariamente e evitar permanecer com roupas molhadas como biquínis e roupas de desporto são alguns aspetos fundamentais para evitar desconfortos e alterações da flora vaginal.

  • Probióticos

Por último, existem probióticos que podem ajudar a restabelecer a flora vaginal, que devem ser administrados mediante aconselhamento do seu médico ou farmacêutico. [1] [3]

Fontes Bibliográficas

[1]     “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[2]     C. T. Bautista, E. Wurapa, W. B. Sateren, S. Morris, B. Hollingsworth, and J. L. Sanchez, “Bacterial vaginosis: A synthesis of the literature on etiology, prevalence, risk factors, and relationship with chlamydia and gonorrhea infections,” Military Medical Research, vol. 3, no. 1. BioMed Central Ltd., pp. 1–10, 13-Feb-2016.

[3]     P. Bagnall and D. Rizzolo, “Bacterial vaginosis,” J. Am. Acad. Physician Assist., vol. 30, no. 12, pp. 15–21, Dec. 2017.



Julho 8, 2020
Candidíase Vulvovaginal

A Candidíase vulvovaginal, frequentemente referida apenas como candidíase, é causada, geralmente, pelo aumento da proliferação da Candida albicans, um fungo que pode existir naturalmente na flora vaginal em pequenas quantidades. Assim, quando ocorre um desequilíbrio que propicia o crescimento desses microrganismos surge a candidíase vulvovaginal. [1]

Na Farmácia Central é possível adquirir o teste para o despiste da candidíase vulvovaginal.

 

Sintomas frequentes

Os sinais frequentes da candidíase vulvovaginal são prurido, ardor, dor durante a relação sexual, corrimento vaginal branco grumoso e espesso e sem odor.[2]

 

Fatores de risco

Sem dúvida que a gravidez, ser diabético e ser imunocomprometido são alguns dos fatores que predispõem o aparecimento de candidíase vulvovaginal. Ademais, alguns métodos contracetivos e a toma de antibióticos podem aumentar o risco de desenvolver este tipo de candidíase.[3]

Prevenção
  • Higiene

Primeiramente, a prevenção da candidíase vulvovaginal passa por adquirir ou modificar determinados cuidados, tais como, evitar banhos de banheira, banhos muito quentes e o uso de sabonetes sólidos e gel de banho. Por exemplo, a higiene da zona íntima com gel de banho pode levar a uma alteração do pH da flora vaginal aumentando o risco de contaminação por microorganismos patogénicos.

Em suma, está recomendado o uso de formulações líquidas e específicas para a higiene íntima. Nesse sentido, na Farmácia Central poderá procurar o produto mais adequado para as suas necessidades.

Não só, as formulações de higiene íntima devem ser hipoalergénicas e com adstringência suave, como também, devem ter um pH adequado ao da região urogenital. Desse modo, o ácido lático é um composto habitual nestes produtos por ser um constituinte natural da pele que tem ação hidratante e ajuda a manter o pH ligeiramente ácido. Para além disso, não é aconselhada a introdução de água no interior da vagina (duches vaginais).[2]

 

  • Hidratação 

A aplicação de hidratantes deve ser feita com produtos adequados, os quais, não devem ser oleosos e o pH deve ser adequado à zona íntima. Não utilizar óleos perfumados nem desodorizantes na área genital.[2]

 

  • Vestuário

O ideal é optar por roupa interior de algodão que não seja demasiado apertada e trocá-la diariamente; além disso, deve-se evitar o uso de roupa molhada durante muito tempo tais como biquinis e roupa de desporto.[2]

Fontes Bibliográficas

[1] B. Gonçalves, C. Ferreira, C. T. Alves, M. Henriques, J. Azeredo, and S. Silva, “Vulvovaginal candidiasis: Epidemiology, microbiology and risk factors,” Critical Reviews in Microbiology, vol. 42, no. 6. Taylor and Francis Ltd, pp. 905–927, 01-Nov-2016.

[2] “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[3] “Vaginal Candidiasis,” Centers for Disease Control and Prevention, 2019. [Online]. Disponível: https://www.cdc.gov/fungal/diseases/candidiasis/genital/index.html. [Accessed: 08-Jul-2020].



Julho 8, 2020
Pé Diabético

O pé diabético é uma das complicações mais graves da diabetes. Pode surgir tanto na diabetes tipo 1, como na diabetes tipo 2.  Dois a dez por cento dos diabéticos têm úlceras de pé. 

O pé diabético define-se pela lesão das terminações nervosas (neuropatia) com consequente redução da sensibilidade do pé, dando uma sensação de formigueiro e dor. Esta perda de sensibilidade pode fazer com que um pequeno trauma da pele não seja sentido e, por esse motivo, não é devidamente tratado. Além disso, tendo em conta a lesão dos nervos, há uma dificuldade de cicatrização das feridas. Assim sendo, um pequeno trauma no pé pode levar ao desenvolvimento de uma infeção, ulceração ou destruição do pé de um diabético. Numa situação mais grave, o pé diabético pode ter complicações ainda mais graves, como a amputação do pé.[1]

Deste modo, a sua prevenção e o seu tratamento são de demais importância. 

 

Prevenção

De forma a prevenir as complicações relacionadas com o pé diabético, é importante seguir as recomendações dos profissionais de saúde, nas consultas de acompanhamento, e adquirir rotinas de cuidado pessoal como as que estão descritas abaixo.

  • Controlar os níveis de glicemia no sangue, visto que, valores elevados de açúcar no sangue afetam o sistema nervoso provocando a perda de sensibilidade nos pés e também estão relacionados com a aterosclerose (depósito de gordura nas paredes das artérias) o que dificulta o fluxo sanguíneo. Decerto que um diabético que não faça este controlo da glicemia tende a desenvolver complicações mais cedo;
  • Evitar cruzar as pernas pois esta posição dificulta a circulação sanguínea;
  • Estar atento ao aparecimento de bolhas, calos, feridas e outras alterações como a cor da pele;
  • Não andar descalço, uma vez que pode não sentir uma ferida ou uma queimadura;
  • Lavar os pés com água morna e seca-los muito bem e com cuidado, especialmente na zona entre os dedos;
  • Hidratar frequentemente os pés com produtos adequados;
  • Escolher calçado que não aperte o pé e começar por utilizar gradualmente um novo par, também deve optar por meias sem costuras e de algodão para evitar o aparecimento de bolhas e úlceras;
  • Finalmente, corte as unhas a direito, não arredonde os cantos nem corte os lados. [2][3]

 

Fontes Bibliográficas

[1]“Organização de cuidados, prevenção e tratamento do Pé Diabético.” DIRECÇÃO-GERAL DA SAÚDE, 2011.

[2] C. Leal et al., “Relevância das pressões plantares como medida de prevenção de ulceração em pessoas com pé diabético em Portugal The importance of plantar pressure in the prevention of ulcers in Portuguese patients with diabetic foot,” SAÚDE Tecnol., pp. 51–59, May 2019.

[3] “Diagnóstico Sistemático do Pé Diabético.” Direção Geral da Saúde, 2011.

 


Farmácia Central

A farmácia da Junqueira

252 624 626

252 617 674

geral@farmcentral.pt

Mantenha-se actualizado(a)

Siga-nos