Blog - Farmácia Central


Novembro 3, 2020

Barral:

É uma marca portuguesa, desenvolvida em 1835 e visa promover a saúde e o bem-estar da pele de toda a família. 
Os produtos desta marca têm como população-alvo pessoas que gostam de cuidar de si mas que não têm muito tempo para os cuidados corporais.
A Barral é uma marca ativa, versátil, credível, interessante e inovadora.
Esta marca divide-se em várias gamas, tais como:
  • Creme Gordo
  • DermaProtect
  • BabyProtect

Este artigo incide sobre a gama DermaProtect que visa o cuidado da pele sensível e reativa de toda a família.

Barral DermaProtect:

Os produtos desta gama contêm ingredientes hidratantes e protetores capazes de restabelecer o equilíbrio fisiológico da pele. Este equilíbrio é fundamental para a proteção contra agentes agressores do meio ambiente.

Barral DermaProtect é ideal para peles secas, muito secas, peles com vermelhidão localizado, com prurido ou ardor cutâneo.

 

Creme Banho:
  • Constituído por ingredientes naturais e não agressivos tais como: aveia, óleo de amêndoas e óleo de Karité;
  • Limpa com suavidade sem agredir a pele;
  • Adequado para pele seca, sensível e com tendência a irritações;
  • Fornece os lípidos necessários à pele para manter uma barreira cutânea saudável;
  • Diminui a secura, alivia as irritações e o desconforto cutâneo graças aos óleos vegetais que purificam e hidratam em profundidade;
  • Adequado para crianças e adultos.
Creme Hidratante:
  • Constituído por ceramidas, manteiga de karité e provitamina B5;
  • Cuidado diário da pele seca e sensível;
  • Diminui a secura, a irritação e o desonforto cutâneo;
  • Reforça a barreira cutânea;
  • Minimiza o risco de reação alérgica;
  • Testado em pele sensível;
  • Adequado para crianças e adultos.
Creme Emoliente Reparador:
  • Constituído por ceramidas, manteiga de karité e dragocalm;
  • Adequado para uma pele seca, muito seca, irritada e atópica;
  • Alivia a secura, as irritações e vermelhidões cutâneas;
  • Restaura a barreira cutânea;
  • Previne a descamação e desidratação da pele;
  • Minimiza o risco de reação alérgica;
  • Adequado para crianças e adultos.


Agosto 21, 2020

Acne:

O acne é um processo inflamatório dos folículos pilossebáceos, desencadeado pela descamação das células epiteliais e pela excessiva produção de sebo das glândulas sebáceas.

Assim, um folículo piloso, quando repleto de sebo, vai ficar bloqueado promovendo o superdesenvolvimento das bactérias designadas de Propionibacterium acnes. Estas, promovem a decomposição do sebo em substâncias agressivas à pele levando à sua inflamação e à consequente formação de comedões, pápulas e pústulas. Isto acontece em determinadas zonas da pele, como na face (principalmente), peito, ombros e costas.

A presença de acne está associada, sobretudo, à puberdade visto que, é nesta fase da vida, que há um aumento considerável dos níveis hormonais, essencialmente de androgénios (tais como a testosterona), o que estimula produção excesiva de sebo pelas glândulas sebáceas. Normalmente, a partir dos 20 anos de idade, os níveis hormonais diminuem o suficiente para que haja uma redução do acne ou mesmo o seu desaparecimento.

Contudo, o acne pode persistir entre os 25 e os 35 anos. [1], [2]

 

Fatores que favorecem o desenvolvimento do acne:

  • Fatores hormonais;
  • Aumento da produção de sebo;
  • Alteração da composição do sebo;
  • Hiperqueratinização do conduto piloso;
  • Envolvimento do Propionobacterium acnes.

[1],[2]

 

Cuidados a ter:

É preciso ter em atenção a utilização de determinados produtos cosméticos, como cremes de limpeza e algumas loções, que podem agravar a acne se obstruirem os poros da pele.

Para evitar o aparecimento do acne é importante que se utilizem dermocosméticos capazes de regular a produção de sebo, de controlar o desenvolvimento bacteriano e de reduzir o tamanho dos poros.

Para isto, não é suficiente proceder apenas à lavagem do rosto. É fundamental uma rotina diária, completa e apropriada para uma pele oleosa e acneica:

  1. Em primeiro lugar, para eliminar o excesso de sebo é necessária a limpeza da pele com um gel de limpeza ou com uma água micelar, adequados a uma pele oleosa.
  2. A esfoliação é muito importante pois remove as células mortas e estimula a renovação celular da pele. Além disso, potencia os resultados de qualquer tratamento ou rotina de beleza diária. Normalmente, recomenda-se a esfoliação da pele duas a três vezes por semana.
  3. O uso de um tónico ajuda a corrigir a aparência e a qualidade da pele visto que matifica, suaviza, refresca, alisa e hidrata a pele. Contribui para que os resultados pretendidos sejam obtidos mais rapidamente já que melhora a absorção dos produtos que se seguem.
  4. Utilizar um sérum que controle a oleosidade e reduza o tamanho dos poros, suavizando a textura da pele.
  5. Aplicar um hidratante facial que consiga hidratar e nutrir a pele ao mesmo tempo que normaliza a secreção sebácea e controla o tamanho dos poros.
  6. Por último lugar, aplicar um protetor solar facial com FPS 30 ou superior e que tenha capacidade de controlar a oleosidade.

Todos estes passos devem ser realizados de manhã e à noite, com exceção do tópico 6 que se deve realizar de manhã e à tarde, no mínimo. [2],[3]

 

Produtos Recomendados:

Bioderma Sebium H20 Solução Micelar: Tem uma ação de limpeza, seborreguladora, antibacteriana e antioxidante. Esta água micelar suaviza e descongestiona a pele promovendo uma sensação de frescura imediata.

Nuxe Aquabella Gel Purificante: Graças às micro-esferas esfoliantes remove a sujidade e as impurezas da pele. Além disso, este gel elimina o excesso de sebo, suaviza e hidrata a pele. Assim, com este produto consegue-se uma pele limpa, macia e purificada.

Sensilis Pure Perfection creme anti-idade: Ação hidratante, anti-idade (alisa, suaviza e corrige as primeiras rugas), seborreguladora e matificante (elimina o excesso de sebo e de brilhos e refina e reduz o tamanho dos poros).[4]

Sensilis Pure Perfection líquido hidratante matificante: Ação hidratante, seborreguladora e matificante (elimina o excesso de sebo e de brilhos, refina e reduz o tamanho dos poros).[5]

 

Fontes Bibliográficas:

[1] “Protocolo de Indicação Farmacêutica LI”, Revista Farmácia Distribuição nº 312, set-2018;

[2] Manual MSD, Versão Saúde para a Família. Acne; 2020 [consultado a 20 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-da-pele/acne-e-dist%C3%BArbios-relacionados/acne;

[3] Dermaclub. Pele acneica e oleosa: conheça a rotina de limpeza ideal para combater oleosidade, espinhas e cravos no rosto; 2020 [consultado a 21 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.dermaclub.com.br/blog/noticia/pele-acneica-e-oleosa-conheca-a-rotina-de-limpeza-ideal-para-combater-oleosidade-espinhas-e-cravos-no-rosto_a6734/1.

[4] Cosmetis. Sensilis Pure Perfection Creme Anti-Idade Equilibrante 50ml. 2020; [consultado a 21 de agosto de 2020]. Disponível em https://www.cosmetis.pt/sensilis-pure-perfection-creme-anti-idade-equilibrante-50ml.html

[5] Cosmetics. Sensilis Pure Perfection Fluído Hidratante Matificante 50 ml. 2020; [consultado a 21 de agosto de 2020]. Disponível em https://www.cosmetis.pt/sensilis-pure-perfection-spf10-fluido-hidratante-matificante-50ml.html

 



Agosto 13, 2020

Cistite

A cistite ou infeção urinária é uma das infeções bacterianas mais frequentes e pode ocorrer em todo o sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres, sendo que as mais comuns envolvem a bexiga e a uretra. [1]

A cistite bacteriana define-se como uma resposta inflamatória do sistema urinário à invasão da bexiga por bactérias que, normalmente, vivem no intestino. Assim, este tipo de infeção tem uma elevada prevalência no sexo feminino dado que as mulheres têm uma maior proximidade da uretra ao ânus e uma uretra de menor dimensão. Em 80% dos casos, a cistite é provocada pela bactéria Escherichia coli.[2]

Sintomas

A presença de bactérias na trato urinário acidifica a urina provocando os sintomas típicos de uma cistite:  aumento da frequência urinária que pode estar associado a ardor ou dor durante a micção (disúria), urgência, dificuldade em iniciar a micção, pequenos volumes de urina e dor na parte inferior do abdómen e/ou dor na lombar. Pode ainda ocorrer, com menor frequência, cheiro desagradável e alteração da cor da urina, presença de sangue, febre, calafrios, náuseas e vómitos. Estes últimos sintomas são indicadores de uma infeção grave como a polielite ou pielonefrite e requer encaminhamento para o médico. [3]

Fatores de Risco

Alguns dos fatores de risco estão associados sobretudo ao género feminino devido ao menor comprimento e maior proximidade da uretra ao ânus, novo parceiro sexual, gravidez, incorreta higiene íntima, problemas morfológicos no trato urinário e histórico de infeção urinária prévia. [3]

Prevenir a infeção urinária

Existem várias medidas não farmacológicas descritas abaixo que ajudam a prevenir a infeção urinária.

Dieta

Ingerir bastante água ao longo do dia, contribui para aumentar a frequência urinária, o que permite eliminar as bactérias que podem causar infeção urinária. Para além disso, o seu médico ou farmacêutico podem recomendar a toma de prebióticos e/ou probióticos que podem ajudar a reduzir as recorrências da infeção urinária. [3] [4] 

Higiene 

É aconselhada uma higienização com formulações líquidas, hipoalergénicas e com constituintes adequados à higiene íntima que ajudam a manter o pH característico; a limpeza deve ser efetuada de frente para trás, para que as bactérias que se encontram na região anal não passem para a uretra. Além disso, não é aconselhada a aplicação de óleos perfumados e desodorizantes na área genital. [3] [4]

Outros cuidados

Após a relação sexual é importante urinar, para além disso, determinados métodos de contraceção, como o uso de espermicida e o diafragma facilitam a propagação bacteriana, caso seja necessário deverá aconselhar-se com o seu médico. [3] [4]

Tratamento

No caso da cistite ligeira e não complicada na mulher não é necessário recorrer ao uso de antibióticos.

Nestas situações pretende-se alcalinizar o pH da urina de forma a atingir o pH fisiológico com agentes alcalinizadores (por exemplo, bicarbonato de sódio) e, ainda, eliminar as bactérias patogénicas das paredes da bexiga e da uretra utilizando produtos com ação antissética e antiaderente. [2]

Caso haja presença de sangue na urina é recomendado consultar um médico.

 

   

 

LACTACYD PHARMA ANTISSÉTICO: Sabonete líquido com pH ácido para contribuir para o equilíbrio da flora vaginal. Reforça as defesas naturais da zona íntima. Contém um antibacteriano natural (tomilho) que protege a mulher contra a proliferação de bactérias e previne o aparecimento de maus odores.

SYSTUR: Contém prebióticos que favorecem o desenvolvimento de bifidobactérias que criam uma barreira mecânica e impedem a adesão da E.coli às paredes do trato urinário. Contém, ainda, PAC-A e canela que inibem a fixação da E.coli, favorecendo a sua eliminação através das vias urinárias; além disso, combatem a proliferação dos agentes patogénicos presentes no trato urinário.

SYSTELLE: Extrato seco de Uva-ursina em quantidade suficiente para exercer a sua atividade diurética e antibacteriana. O que acontece, é que há uma destabilização das membranas das bactérias com consequente destruição das paredes bacterianas.

 

Fontes Bibliográficas

[1]     S. Pereira, “Prevenção das Infeções Urinárias Recorrentes”, Sociedade Portuguesa de urologia, 2012.

[2]     “Protocolo de Indicação Farmacêutica nº 71”,Revista Farmácia Distribuição nº332, jun-2020.

[3]     F. J. B. B. A. P. D. Rodrigues, “Etiologia e sensibilidade bacteriana em infecções do tracto urinário”, 2010.

[4]    I. M. Aragón et al., “The Urinary Tract Microbiome in Health and Disease”, European Urology Focus, vol. 4, no. 1. Elsevier B.V., pp. 128–138, 01-jan-2018.  

[5]    Lactacyd. Lactacyd Antissético; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.lactacyd.pt/lactacyd/portfolio/lactacyd-pharma-antiseptico/

[6]    Y FARMA. SYSTUR; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://www.yfarma.com/systur-beneficios

[7]    Tilman. Systelle; 2020 [consultado a 13 de agosto de 2020]. Disponível em: https://tilmanportugal.com.pt/fito-solucoes/desconforto-urinario-systelle/



Julho 8, 2020

A Flora vaginal normal é maioritariamente constituída por um tipo de bactérias que são os lactobacillus, quando estes são substituídos por outro tipo de bactérias desencadeia a vaginose bacteriana.

Embora a vaginose bacteriana não seja considerada uma infeção sexualmente transmissível, está relacionada com a frequência da atividade sexual, novo parceiro sexual e múltiplos parceiros sexuais.

A vaginose bacteriana não tratada aumenta o risco de adquirir infeções sexualmente transmissíveis e parto prematuro em mulheres grávidas. [1]

Sintomas

Sintomas frequentes da vaginose bacteriana são corrimento fino, branco-acinzentado com odor intenso.[1]

Fatores de Risco

Alguns dos fatores de risco documentados estão relacionados com a sexualidade, nomeadamente múltiplos parceiros sexuais, para além disso, o tabagismo também pode ser um fator predisponente. [2]

Prevenção

  • Higiene

Podem ser aplicadas várias medidas de cuidado diário de forma a prevenir a vaginose como  evitar o uso de sabonetes sólidos dado o risco de contágio, para além disso este tipo de sabonetes geralmente têm um pH básico e dessa forma alteram o pH da zona urogenital facilitando a proliferação de bactérias indesejadas.

Desta forma está indicada a higienização com formulações líquidas, hipoalergénicas e com constituintes adequados à higiene íntima que ajudam a manter o pH característico. A limpeza deve ser feita no sentido frente para trás. Para além disso, não está recomendado inserir água no interior da vagina (duches vaginais) e os tampões e pensos higiénicos devem ser trocados com frequência e devem ser de algodão. [1]

  • Hidratação 

A aplicação de hidratantes deve ser feita apenas na região de pele, com produtos adequados, estes não devem ser oleosos e precisam de ter um pH adequado, o seu farmacêutico pode prestar o aconselhamento necessário. 

Não utilizar óleos perfumados e desodorizantes na área genital. [1]

  • Vestuário

Evitar roupa interior demasiado apertada, proceder à sua troca diariamente e evitar permanecer com roupas molhadas como biquínis e roupas de desporto. 

  • Probióticos

Existem ainda probióticos que podem ajudar a restabelecer a flora vaginal, que devem ser administrados mediante aconselhamento do seu médico ou farmacêutico. [1] [3]

Fontes Bibliográficas

[1]     “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[2]     C. T. Bautista, E. Wurapa, W. B. Sateren, S. Morris, B. Hollingsworth, and J. L. Sanchez, “Bacterial vaginosis: A synthesis of the literature on etiology, prevalence, risk factors, and relationship with chlamydia and gonorrhea infections,” Military Medical Research, vol. 3, no. 1. BioMed Central Ltd., pp. 1–10, 13-Feb-2016.

[3]     P. Bagnall and D. Rizzolo, “Bacterial vaginosis,” J. Am. Acad. Physician Assist., vol. 30, no. 12, pp. 15–21, Dec. 2017.



Julho 8, 2020

A Candidíase vulvovaginal, frequentemente referida apenas como candidíase, é causada, geralmente, pelo aumento da proliferação da Candida albicans, um fungo que pode existir naturalmente na flora vaginal em pequenas quantidades. Quando ocorre um desequilíbrio que propicia o crescimento desses microrganismos surge a candidíase.[1]

Na Farmácia Central é possível adquirir o teste para o despiste da candidíase vulvovaginal.

Sintomas frequentes

Os sinais frequentes da candidíase vulvovaginal são prurido, ardor, dor durante a relação sexual, corrimento vaginal branco grumoso e espesso e sem odor.[2]

Fatores de risco

A gravidez, ser diabético e ser imunocomprometido são alguns dos fatores que predispõem o aparecimento de candidíase vulvovaginal. Além disso, alguns métodos contracetivos e a toma de antibióticos podem aumentar o risco de desenvolver este tipo de candidíase.[3]

Prevenção

  • Higiene

A prevenção da candidíase vulvovaginal passa por adquirir ou modificar determinados cuidados, tais como, evitar banhos de banheira, banhos muito quentes e o uso de sabonetes sólidos e gel de banho.

A higiene da zona íntima com gel de banho pode levar a uma alteração do pH da flora vaginal aumentando o risco de contaminação por microorganismos patogénicos.

Está recomendado o uso de formulações líquidas e específicas para a higiene íntima. Na Farmácia Central poderá procurar o produto mais adequado para as suas necessidades. As formulações de higiene íntima devem ser hipoalergénicas, com adstringência suave e um pH adequado ao da região urogenital. O ácido lático é um composto habitual nestes produtos por ser um constituinte natural da pele que tem ação hidratante e ajuda a manter o pH ligeiramente ácido. Para além disso, não é aconselhada a introdução de água no interior da vagina (duches vaginais).[2]

 

  • Hidratação 

A aplicação de hidratantes deve ser feita com produtos adequados, os quais, não devem ser oleosos e o pH deve ser adequado à zona íntima. Não utilizar óleos perfumados nem desodorizantes na área genital.[2]

 

  • Vestuário

O ideal é optar por roupa interior de algodão que não seja demasiado apertada e trocá-la diariamente; além disso, deve-se evitar o uso de roupa molhada durante muito tempo tais como biquinis e roupa de desporto.[2]

Fontes Bibliográficas

[1] B. Gonçalves, C. Ferreira, C. T. Alves, M. Henriques, J. Azeredo, and S. Silva, “Vulvovaginal candidiasis: Epidemiology, microbiology and risk factors,” Critical Reviews in Microbiology, vol. 42, no. 6. Taylor and Francis Ltd, pp. 905–927, 01-Nov-2016.

[2] “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[3] “Vaginal Candidiasis,” Centers for Disease Control and Prevention, 2019. [Online]. Disponível: https://www.cdc.gov/fungal/diseases/candidiasis/genital/index.html. [Accessed: 08-Jul-2020].



Julho 8, 2020

O pé diabético é uma das complicações mais graves da diabetes. Pode surgir tanto na diabetes tipo 1, como na diabetes tipo 2. Dois a dez por cento dos diabéticos têm úlceras de pé. 

O pé diabético define-se pela lesão das terminações nervosas (neuropatia) com consequente  redução da sensibilidade do pé, dando uma sensação de formigueiro e dor. Esta perda de sensibilidade pode fazer com que um pequeno trauma da pele não seja sentido e, por esse motivo, não é devidamente tratado. Além disso, tendo em conta a lesão dos nervos, há uma dificuldade de cicatrização das feridas. Assim sendo, um pequeno trauma no pé pode levar ao desenvolvimento de uma infeção, ulceração ou destruição do pé de um diabético. Numa situação mais grave, o pé diabético pode ter complicações ainda mais graves, como a amputação do pé.[1]

Deste modo, a sua prevenção e o seu tratamento são de demais importância. 

 

Prevenção

De forma a prevenir as complicações relacionadas com o pé diabético, é importante seguir as recomendações dos profissionais de saúde, nas consultas de acompanhamento, e adquirir rotinas de cuidado pessoal como as que estão descritas abaixo.

  • Controlar os níveis de glicemia no sangue. Valores elevados de açúcar no sangue afetam o sistema nervoso provocando a perda de sensibilidade nos pés e também estão relacionados com a aterosclerose (depósito de gordura nas paredes das artérias) o que dificulta o fluxo sanguíneo. Uma diabético que nao faça este controlo da glicemia tende a desenvolver complicações mais cedo;
  • Evitar cruzar as pernas, esta posição dificulta a circulação sanguínea;
  • Estar atento ao aparecimento de bolhas, calos, feridas e outras alterações como a cor da pele;
  • Não andar descalço, uma vez que pode não sentir uma ferida ou uma queimadura;
  • Lavar os pés com água morna e seca-los muito bem e com cuidado, especialmente na zona entre os dedos;
  • Hidratar frequentemente os pés com produtos adequados;
  • Escolher calçado que não aperte o pé e começar por utilizar gradualmente um novo par, também deve optar por meias sem costuras e de algodão para evitar o aparecimento de bolhas e úlceras;
  • Corte as unhas a direito, não arredonde os cantos nem corte os lados. [2][3]

Fontes Bibliográficas

[1]“Organização de cuidados, prevenção e tratamento do Pé Diabético.” DIRECÇÃO-GERAL DA SAÚDE, 2011.

[2] C. Leal et al., “Relevância das pressões plantares como medida de prevenção de ulceração em pessoas com pé diabético em Portugal The importance of plantar pressure in the prevention of ulcers in Portuguese patients with diabetic foot,” SAÚDE Tecnol., pp. 51–59, May 2019.

[3] “Diagnóstico Sistemático do Pé Diabético.” Direção Geral da Saúde, 2011.

 



Novembro 19, 2019

Alopécia:

A queda de cabelo é um processo natural, que faz parte do ciclo de vida do cabelo (ciclo pilar). É este ciclo de vida que dita que no nosso couro cabeludo tenhamos alguns cabelos em fase de crescimento (fase anagénica), outros em fase de repouso (fase catagénica) e outros em queda (fase telogénica). Portanto, a queda de cabelo acontece em todas as pessoas e na grande maioria das vezes não é razão de alarme.

O ciclo pilar é influenciado por vários fatores sistémicos, principalmente pelas hormonas sexuais, suprarrenais e tiroideias. Por exemplo, o estradiol (hormona sexual) atrasa o ciclo pilar enquanto que a tiroxina (hormona tiroideia) acelera-o. [1]

 

Tipos de alopécia:

  • Androgénica – Caracteriza-se por uma queda intensa e genética, provocada pela DHT (dihidrotestosterona); pode ser influenciada por uma má nutrição, stress, calvície, infeção bacteriana e desiquilíbrio hormonal.
  • Areata – Ocorre em áreas localizadas e pode ocorrer repentinamente. Manifesta-se por peladas arredondadas e também podem afetar a barba e as sobrancelhas.
  • Difusa (Eflúvio Telogénico) – É uma queda aguda e progressiva. Está associada, principalmente, a doenças crónicas, stress emocional, parto.
  • Fúngica – A presença de fungos leva ao desenvolvimento de lesões arredondadas; há quebra do cabelo.
  • Traumática – Deve-se à tração crónica do cabelo, como por exemplo, os cabelos estarem repuxados durante longos períodos de tempo. [1], [2]

 

Causas

  • Stress: Afeta o ciclo de crescimento do cabelo, fazendo-os cair.
  • Gravidez e Pós-parto: Na gravidez, a queda está associada ao aumento da progesterona e no período pós-parto deve-se às alterações hormonais que continuam a acontecer no organismo e, também, ao stress do parto.
  • Alterações hormonais: Podem ocorrer em vários momentos da vida, sobretudo durante a adolescência. A troca de pílula ou alteração do método anticoncecional hormonal também podem levar à queda de cabelo temporária.
  • Antidepressivos e outros medicamentos: Antidepressivos, anticoagulantes e hipertensores são exemplos de medicamentos que podem levar à queda de cabelo.
  • Anemia: Pode ser responsável pela queda do cabelo tendo em conta que como chega menos sangue às células, há um défice do aporte de nutrientes e de oxgénio ao folículo.
  • Hipotiroidismo: A alteração dos níveis de hormonas tiroideias interferem no ciclo de vida do cabelo.

 

Cuidados com a cabelo:

Devem ser evitadas situações que possam danificar o cabelo por tração; alguns procedimentos capilares como desfrizantes e colorantes são agressivos para os folículos capilar pelo que devem ser evitados, se possível; usar produtos adequados a cada tipo de cabelo. [1]

 

 

Tricovel NeoSincroBiogenina: Para a queda temporária e sazonal.

Tricovel TricoAge 45+: Quando a queda e o enfraquecimento capilar estão relacionados com a idade.

Tricovel Energy: Para a queda progressiva e enfraquecimento capilar.

Tricovel Signal Revolution: É um tratamento intensivo e redensificador.

Fontes Bibliográficas:

[1] “Protocolo de Indicação Farmacêutica LII”, Revista Farmácia Distribuição nº313, out-2018;

[2] Os Tipos de Alopécia Mais Comuns; 2020, [consultado a 20 de Agosto de 2020]. Disponível em https://www.dhi.pt/blog/2015/03/28/os-tipos-de-alopecia-mais-comuns.

[3] Tricovel. Como Funciona Tricovel; 2020 [consultado a 20 de Agosto de 2020]. Disponível em https://olacabelo.pt/como-funciona-tricovel/.


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