Candidíase Vulvovaginal

Julho 8, 2020
Candidíase Vulvovaginal

A Candidíase vulvovaginal, frequentemente referida apenas como candidíase, é causada, geralmente, pelo aumento da proliferação da Candida albicans, um fungo que pode existir naturalmente na flora vaginal em pequenas quantidades. Assim, quando ocorre um desequilíbrio que propicia o crescimento desses microrganismos surge a candidíase vulvovaginal. [1]

Na Farmácia Central é possível adquirir o teste para o despiste da candidíase vulvovaginal.

 

Sintomas frequentes

Os sinais frequentes da candidíase vulvovaginal são prurido, ardor, dor durante a relação sexual, corrimento vaginal branco grumoso e espesso e sem odor.[2]

 

Fatores de risco

Sem dúvida que a gravidez, ser diabético e ser imunocomprometido são alguns dos fatores que predispõem o aparecimento de candidíase vulvovaginal. Ademais, alguns métodos contracetivos e a toma de antibióticos podem aumentar o risco de desenvolver este tipo de candidíase.[3]

Prevenção
  • Higiene

Primeiramente, a prevenção da candidíase vulvovaginal passa por adquirir ou modificar determinados cuidados, tais como, evitar banhos de banheira, banhos muito quentes e o uso de sabonetes sólidos e gel de banho. Por exemplo, a higiene da zona íntima com gel de banho pode levar a uma alteração do pH da flora vaginal aumentando o risco de contaminação por microorganismos patogénicos.

Em suma, está recomendado o uso de formulações líquidas e específicas para a higiene íntima. Nesse sentido, na Farmácia Central poderá procurar o produto mais adequado para as suas necessidades.

Não só, as formulações de higiene íntima devem ser hipoalergénicas e com adstringência suave, como também, devem ter um pH adequado ao da região urogenital. Desse modo, o ácido lático é um composto habitual nestes produtos por ser um constituinte natural da pele que tem ação hidratante e ajuda a manter o pH ligeiramente ácido. Para além disso, não é aconselhada a introdução de água no interior da vagina (duches vaginais).[2]

 

  • Hidratação 

A aplicação de hidratantes deve ser feita com produtos adequados, os quais, não devem ser oleosos e o pH deve ser adequado à zona íntima. Não utilizar óleos perfumados nem desodorizantes na área genital.[2]

 

  • Vestuário

O ideal é optar por roupa interior de algodão que não seja demasiado apertada e trocá-la diariamente; além disso, deve-se evitar o uso de roupa molhada durante muito tempo tais como biquinis e roupa de desporto.[2]

Fontes Bibliográficas

[1] B. Gonçalves, C. Ferreira, C. T. Alves, M. Henriques, J. Azeredo, and S. Silva, “Vulvovaginal candidiasis: Epidemiology, microbiology and risk factors,” Critical Reviews in Microbiology, vol. 42, no. 6. Taylor and Francis Ltd, pp. 905–927, 01-Nov-2016.

[2] “Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais,” Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 2012.

[3] “Vaginal Candidiasis,” Centers for Disease Control and Prevention, 2019. [Online]. Disponível: https://www.cdc.gov/fungal/diseases/candidiasis/genital/index.html. [Accessed: 08-Jul-2020].

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